Eu sou um cara que na maioria das vezes consegui o que realmente queria. Estou exatamente onde queria estar há cinco anos atrás: com um emprego na área bancária, bom carro, formado e pós-graduando. Minha vida profissional está em ascensão. Como sempre, no campo racional eu me dou bem.
Eu fui uma criança que não foi propriamente criada. Eu fui "treinado". Condicionado a pensar demais, viver de menos. Planejar e controlar é a meta dos meus pais e segue sendo a minha. Primeiro razão e depois emoção. E é aqui que escorrego...
Perdi minha namorada há uma semana. Na verdade eu terminei por não saber lidar com os sentimentos dela. Mas pensando mais tranquilo agora, acho que não sei lidar com os meus sentimentos. E nem sei como fazer isso...
15.8.10
1.7.10
Ainda sobre Guerras
A investida foi pesada, o inimigo tinha muitas defesas pude ver fragilidade e uma a uma elas caíram. Era um guerra ganha, se tivesse acontecido.
A coisa que mais irrita um guerreiro é perder uma luta que nem sequer ocorreu. E essa seguiu pelo pior desfecho. Cabeças afetadas, corações dilacerados.
A coisa que mais irrita um guerreiro é perder uma luta que nem sequer ocorreu. E essa seguiu pelo pior desfecho. Cabeças afetadas, corações dilacerados.
30.6.10
Papos de Guerra
A cada dia uma nova lição. E a lição de ontem é que coragem, apenas não basta.
Eu sou como um míssel teleguiado, que só dispara para acertar exatamente seu alvo. Caso haja possibilidade maior de erro (de acordo com meu julgamento) eu nem tento um acerto. Ontem fui muito incentivado a tentar acertar, mesmo sem ter toda certeza dos fatos. Imensuráveis.
Fiz todo o planejamento, de todas as formas possíveis de acerto. Contornei cada situação em minha mente, pensei em cada investida e me senti preparado. Mas na hora da batalha aconteceu uma coisa que eu não esperava. Meu inimigo não se "rendeu", não foi "derrotado" e nem me venceu. Ele apenas levantou sua bandeira branca, mas manteve seu exército à postos. Isso me deixou pasmo.
Agora paira muita insegurança no ar. Não sabemos se o exército vai embora, se vai se render, se planeja algo. Não sei como posicionar minhas tropas. Mas uma coisa é certa. Se a guerra não acabar até sexta por bem, vai acabar (infelizmente) por mal.
Eu sou como um míssel teleguiado, que só dispara para acertar exatamente seu alvo. Caso haja possibilidade maior de erro (de acordo com meu julgamento) eu nem tento um acerto. Ontem fui muito incentivado a tentar acertar, mesmo sem ter toda certeza dos fatos. Imensuráveis.
Fiz todo o planejamento, de todas as formas possíveis de acerto. Contornei cada situação em minha mente, pensei em cada investida e me senti preparado. Mas na hora da batalha aconteceu uma coisa que eu não esperava. Meu inimigo não se "rendeu", não foi "derrotado" e nem me venceu. Ele apenas levantou sua bandeira branca, mas manteve seu exército à postos. Isso me deixou pasmo.
Agora paira muita insegurança no ar. Não sabemos se o exército vai embora, se vai se render, se planeja algo. Não sei como posicionar minhas tropas. Mas uma coisa é certa. Se a guerra não acabar até sexta por bem, vai acabar (infelizmente) por mal.
29.6.10
Letra por Letra
"Nem vem agora com esse papo, me fale com todas as letras.
Pois tenho ouvidos e quero ouvir o fim letra por letra
Chegar enfim ao meu começo, sozinho, dentro de mim." (Cinco Rios)
Pois tenho ouvidos e quero ouvir o fim letra por letra
Chegar enfim ao meu começo, sozinho, dentro de mim." (Cinco Rios)
27.6.10
Quuestão de Ponto de Vista
Nós, pessoas com características extremamente racionais, sabemos nossos limites. Será que realmente sabemos?
Esse pensamento nos prejudica, uma vez que faz com que desistimos de certas coisas sem nem mesmo termos tentado, apenas por pensar: Não vai dar certo ou não é comigo.
O ideal seria tentarmos tudo, mas novamente, como bons racionais que somos, pensamos nas consequencias dos atos, nos riscos caso não dê certo e nos riscos caso dê certo e damos o assunto por encerrado. Ou seja, quando poderíamos mudar o (nosso) mundo, não fazemos nada. E bate o arrependimento de não ter feito.
Com combatemos isso??? Fazendo!
E aí mora o medo de errar e o medo de dar certo também. Isso quando combinado com as limitações impostas (Os "nãos" ditos por nossos pais, colegas, etc...) reduzem o nosso potencial de maneira absurda.
Não sei se fui claro o bastante, mas só queria expressar meu arrependimento em me subestimar demais...
Esse pensamento nos prejudica, uma vez que faz com que desistimos de certas coisas sem nem mesmo termos tentado, apenas por pensar: Não vai dar certo ou não é comigo.
O ideal seria tentarmos tudo, mas novamente, como bons racionais que somos, pensamos nas consequencias dos atos, nos riscos caso não dê certo e nos riscos caso dê certo e damos o assunto por encerrado. Ou seja, quando poderíamos mudar o (nosso) mundo, não fazemos nada. E bate o arrependimento de não ter feito.
Com combatemos isso??? Fazendo!
E aí mora o medo de errar e o medo de dar certo também. Isso quando combinado com as limitações impostas (Os "nãos" ditos por nossos pais, colegas, etc...) reduzem o nosso potencial de maneira absurda.
Não sei se fui claro o bastante, mas só queria expressar meu arrependimento em me subestimar demais...
5.5.10
10.2.10
Poder Além da Vida
"O lugar é aqui;
O tempo é agora;
Eu devo ser o momento."
No filme Poder além da Vida, há lições valiosas para qualquer pessoa. Liçoes de autoconhecimento para a vida toda. No filme, Dan, um ginasta olímpico cercado de tudo que um homem de sua idade poderia desejar (inclusive belíssimas mulheres) sofre um acidente que o afasta do esporte e muda o rumo da sua vida. Estranho não é como ele se adapta, mas como corre atrás de seu sonho mesmo com todas as adversidades.
Uma lição que guardei é que cada momento deve ser aproveitado não pelo seu objetivo tão pouco pelo seu resultado. Ele deve ser valorizado por ser um momento importante por si só. Algo como a vida deve ser vivida intensamente em cada momento, não só nos resultados.
Mas ainda não sei como aplicar isso em situações em que é preciso fazer coisas que não gostamos e que não nos sentimos motivados para tal. Isso é o que pretendo descobrir com minha terapeuta hoje!
O tempo é agora;
Eu devo ser o momento."
No filme Poder além da Vida, há lições valiosas para qualquer pessoa. Liçoes de autoconhecimento para a vida toda. No filme, Dan, um ginasta olímpico cercado de tudo que um homem de sua idade poderia desejar (inclusive belíssimas mulheres) sofre um acidente que o afasta do esporte e muda o rumo da sua vida. Estranho não é como ele se adapta, mas como corre atrás de seu sonho mesmo com todas as adversidades.
Uma lição que guardei é que cada momento deve ser aproveitado não pelo seu objetivo tão pouco pelo seu resultado. Ele deve ser valorizado por ser um momento importante por si só. Algo como a vida deve ser vivida intensamente em cada momento, não só nos resultados.
Mas ainda não sei como aplicar isso em situações em que é preciso fazer coisas que não gostamos e que não nos sentimos motivados para tal. Isso é o que pretendo descobrir com minha terapeuta hoje!
8.2.10
A Primeira Sessão
Como não tinha referência de psicólogas na região, usei um método pouco ortodoxo: lista telefônica. Selecionei algumas e fiz diversas visitas para escolher a pessoa certa. Precisava levar em conta muito além de um consultório interessante, preço em conta, experiência profissional da terapeuta. É algo que tem a ver com empatia. O processo é profissional, mas é íntimo. Portanto é necessário essa identificação para a troca de informações correr nos conformes.
Após bater muito papo sobre existencialismo, ser x ter, id ego e superego, meu eu criança adulto e pai e muitas psicólogas depois, escolhi a Dra. Nilda. Ela me surpreendeu por não falar de teorias, apesar da notória experiência, mas por fazer as perguntas certas para ter respostas bem colocadas em um diagnóstico mental, me revelado pouco à pouco e me deixando boquiaberto, devida sua precisão.
Em suma, ela quer encontrar o que é meu mesmo e o que é das minhas influências externas, para que eu possa definir qual caminho seguir. Além disso, precisamos trabalhar algumas dificuldades pessoais que tenho para fortalecer meu eu (como a mudança brusca de humor e o fato demais eu me cansar rápido das coisas).
Fiquei empolgado e saí de lá com aqnsiedade da próxima sessão e com um filme novo pra ver, indicado pela Dra.: Pode além da vida.
Acho que todo esse processo pode me ajudar e muito a ver as coisas.
Após bater muito papo sobre existencialismo, ser x ter, id ego e superego, meu eu criança adulto e pai e muitas psicólogas depois, escolhi a Dra. Nilda. Ela me surpreendeu por não falar de teorias, apesar da notória experiência, mas por fazer as perguntas certas para ter respostas bem colocadas em um diagnóstico mental, me revelado pouco à pouco e me deixando boquiaberto, devida sua precisão.
Em suma, ela quer encontrar o que é meu mesmo e o que é das minhas influências externas, para que eu possa definir qual caminho seguir. Além disso, precisamos trabalhar algumas dificuldades pessoais que tenho para fortalecer meu eu (como a mudança brusca de humor e o fato demais eu me cansar rápido das coisas).
Fiquei empolgado e saí de lá com aqnsiedade da próxima sessão e com um filme novo pra ver, indicado pela Dra.: Pode além da vida.
Acho que todo esse processo pode me ajudar e muito a ver as coisas.
O Primeiro Passo
Mais de um ano se passou após minha última aparição por aqui. Muitas coisas aconteceram de cá pra lá, mas estou chegando em uma etapa na vida em que as coisas mudam pouco. Continuo namorando a mesma garota desde Agosto de 2008. Ainda trabalho na empresa do meu pai desde Janeiro de 2007. Estou concluindo uma pós-graduação em Gestão de Negócios desde Abril de 2009. Mais uma vez a estabilidade é aparente.
Tenho andado bem desanimado com as coisas ultimamente. Nada de diferente acontece, nada de novo, de surpreendente. Falta adrenalina. Falta emoção. Sobra tédio em uma rotina cada vez mais "adulta". Se for pra continuar assim, melhor ficar como está. Mas não tenho essa escolha. A gente sempre envelhece.
Recentemente, decidi abrir mão dessa rotina. Estou cada vez mais perto de tomar uma decisão que pode mudar toda a minha história, da minha família e de outras 30 que são influenciadas diretamente pela empresa do meu pai: pretendo me afastar da empresa e buscar algo mais prazeroso e desafiador.
Mas como a decisão é uma decisão muito difícil, optei por fazer um processo de auto conhecimento em uma psicóloga. O processo deve durar entre seis a doze meses, com sessões semanais que pretendo relatar aqui.
O objetivo, além de compartilhar meu desenvolvimento, é acompanhar minha própria evolução. O primeiro passo já foi dado.
Tenho andado bem desanimado com as coisas ultimamente. Nada de diferente acontece, nada de novo, de surpreendente. Falta adrenalina. Falta emoção. Sobra tédio em uma rotina cada vez mais "adulta". Se for pra continuar assim, melhor ficar como está. Mas não tenho essa escolha. A gente sempre envelhece.
Recentemente, decidi abrir mão dessa rotina. Estou cada vez mais perto de tomar uma decisão que pode mudar toda a minha história, da minha família e de outras 30 que são influenciadas diretamente pela empresa do meu pai: pretendo me afastar da empresa e buscar algo mais prazeroso e desafiador.
Mas como a decisão é uma decisão muito difícil, optei por fazer um processo de auto conhecimento em uma psicóloga. O processo deve durar entre seis a doze meses, com sessões semanais que pretendo relatar aqui.
O objetivo, além de compartilhar meu desenvolvimento, é acompanhar minha própria evolução. O primeiro passo já foi dado.
1.1.09
Na boa?
Essa virada de ano foi uma merda. De verdade. Minha avó paterna agravou o seu quadro de fragilidade. Três hemodiálises, duas sondas e internação por durante uma semana (por enquanto). Por causa disso a festa de ano novo foi cancelada dois dias antes de acontecer. E pela festa eu havia cancelado o reveillon que havia planejado, minha namorada deixou de viajar e ficamos à mercer da escolha pelos pais dela. Ok, as decisões foram acertadas até aqui devidas às circunstancias...
Chovia muito enquanto eu me arrumava. A luz acabou. Me molhei todo com a chuva. Enfrentei alagamentos e condições adversas mil. Nunca dirigi em condições tão difíceis. Em dois momentos achei que não ia conseguir. Mas depois de conseguir comemorei, mesmo com um pneu furado. Tive que trocá-lo e acabei me molhando mais. Mas ainda me mantinha de bom humor, pelo desafio de chegar lá que foi vencido. Mas aí veio o balde de água fria.
Fomos a uma churrascaria. A comida tava ruim, a carne tava crua demais ou passada demais e salgada demais. A mesa de frios tava nojenta... a comida quente tava borrachuda. A decoração nem se fala. Me colocaram um vovô de uns 60 anos pra tocar teclado e violão... jovem guarda, sertanejo, jovem guarda, sertanejo. Cada música era uma tortura. Aquilo tava a virada de ano mais decadente que alguém podia ter... as pessoas do local eram estranhas. Nem precisa falar que fiquei de muito mal humor. Logo eu que abri mão de tanta coisa e passei por mais ainda para chegar lá. Mas ainda tinha mais...
Minha namorada ficou nervosa comigo, por que eu tava puto. Eu não finjo, não tento agradar e não vou ser assim. Sinto muito. Tava mesmo de cara fechada e calado, numa espécie de isolamento mental na tentativa vã de não ter que passar por aquilo. E aí foi uma beleza. Não vi fogos, nem mar, nem champagne estourando (NEM UMA!!!).
Sinceramente, não acho que eu tive culpa e não quero começar a ter que finjir nada. Na boa? Penso que se for pra ser assim, melhor sair fora...
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